
Hoje eu tô meio indignada... que tempos são esses em que se vê com uma passividade irritante e um conformismo idiota tudo que tá acontecendo? Será que ninguém tá vendo o que estão acontecendo na política, na segurança, no meio ambiente, na rua mesmo...??? Todo mundo entrou numa espécie de transe em que não mais se questiona nada? É normal passar na frente de uma fila inteira de banco onde as pessoas já estão lá há pelo menos duas horas só porque eu encontrei alguém conhecido lá na frente? E no trânsito então? Cortar pela direita, pelo acostamento... isso não é chamar os outros de idiotas??? Ficar buzinando horas a fio... por quê? Buzina desintegra o carro da frente? Falar com o fulano conhecido pra entrar de graça em algum lugar... Isso também não é corrupção?
A gente fala que a cidade tá suja enquanto joga a ponta de cigarro no chão ou joga o copo plástico pela janela do carro... A gente exige respeito enquanto xinga o motorista da frente porque é mulher ou um idoso, achando o que? Que não vai ficar velho? É, não vai ficar velho se der de cara com uma bala perdida... Falando nisso, o povo vê e não entende a gravidade dessa violência quando nem se toca da situação de uma escola aqui no Rio que está “treinando” seus alunos para se “desviarem” de balas perdidas... Onde nós estamos?
As pessoas não entendem a força que tem e simplesmente se conformam. Querem apenas tirar essas pequenas vantagens como não enfrentar filas e se acham “os espertos”, “os malandros”... é repugnante!
Não lembram que foram às ruas e tiraram um presidente ou pelo menos pressionaram, forçaram a barra, mostraram a cara... Me lembro muito de uma animação que vi. Tem uma metáfora muito legal. As formigas, além de pegarem toda comida que puderem durante o verão para se manter durante o inverno, também precisam juntar uma espécie de oferenda (também comida) para os gafanhotos, sob pena de terem seu formigueiro destruído por esses insetos muito maiores e assustadores. Certa vez elas não conseguiram. Os bichões deram um prazo ínfimo e as coitadinhas, com medo, correram atrás. Enfim, enquanto isso, as feras conversando, um perguntou o por que de tratá-las na base do medo. O líder jogou nele um grão de arroz e perguntou: doeu? E ele respondeu que não. Então o chefe despejou um quilo de arroz e o subalterno perguntou: quer me matar? E o chefão disse: apenas uma formiga a gente mata facilmente, mas já pensou se elas tiverem noção de que, mesmo menores, são milhares e que juntas fazem a diferença? Se elas quiserem, elas nos matam. Mas falta-lhes consciência disso.
Bom, a nós também falta consciência do nosso poder de fogo e quem tem essa consciência entrou numa espécie de demência que não sei se tem mais saída... Na verdade, não tem mais ninguém disposto a ficar na linha de frente. E os caras lá no poder, os gafanhotos, continuam nos manipulando e nós nos conformamos apenas em furar fila e terminar o dia pensando ser mais inteligente que os outros...!





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